mercredi 4 novembre 2015

Construindo Comunidade alerta para onda migratória causada pela fome e seca

Pio.jpgO responsável da ONG Construindo Comunidades, alertou há dias para a onda migratória que atinge a capital do país, Luanda, devido a fome que afecta a zona Sul e Sudoeste do país. O Padre Pio Wakusanga, considerou que o fenómeno está forçar vários jovens a separarem-se das suas esposas e filhos, provocando a desestruturação familiar, reforçando que a situação atinge com intensidade as crianças e os idosos.


"Essa onda migratória nessa região, sudoeste de Angola, espalhada por aí, naturalmente à procura de salários, de contratos que nem sempre se encontra. Ficam a viver de subsídios miseráveis, às vezes termina um contrato, até que encontrem um outro emprego fica complicado, não consegue dinheiro para mandar para as famílias. Enquanto isso, a maior parte das esposas ficam a lutar sozinhas com as crianças. Este aqui é o grande quadro infeliz, que a fome provoca", comentou o sacerdote.

O prelado revelou que para além da fome, a escassez de água agrava o quadro da região. Acrescentou que a quantidade de água existente nesta parte do país, diminui drasticamente, situação que o responsável da ONG Construindo Comunidade, caracterizou como precária para saúde das populações desta região que enfrenta a calamidade.

"Enquanto não houver uma boa precipitação pluviométrica para fazerem, ajudar a emergir a agricultura de emergência, fazer crescer as ervas comestíveis, as ababorinhas, e mais tarde, as outras culturas, isso não pode ser revertido, infelizmente”, reforçou o Padre Pio.

No meio disso as crianças são principais e as mais vulneráveis vitimas.

“Isso acaba por atingir as crianças. Não podem elas próprias arranjar alimentos, são dependentes, muitas estão subalimentadas, quadro que pode levar as vezes à mal-nutrição”, acrescentou, sublinhando que os idosos não escapam dessa calamidade que se agrava com a falta de água.

O Padre Pio Wakusanga, informou que situação é muito inquietante, e lamenta a falta de apoio a que estão votadas aquelas famílias, por parte da sociedade, em ocasião que o país assinala 40 anos da sua independência.


“Todo esse quadro realmente é extremamente preocupante, num momento em que nos preparamos para celebrar-se 40 anos de independência. Não conseguimos, infelizmente, oferecer, nem se quer uma sexta básica a cada uma dessas famílias. Isso é que é o quadro grave que nós registamos aqui na região”, revelou o prelado da Igreja Católica.

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