lundi 23 novembre 2015

Oposição escapa armadilha do MPLA

Lisboa – Os partidos políticos da oposição em Angola estão a ser aplaudidos   nas redes sociais por não se terem deixado  levar numa armadilha que a bancada parlamentar do MPLA,  os preparou ao longo deste semana visando opor-se contra a recente resolução do parlamento europeu sobre os abusos de  direitos em Angola.

Fonte: Club-k.net

Foram enganados que aprovariam uma resolução contra os ataques em paris.

A resolução seria aprovada por todos, se não houvesse um senão: O MPLA colocou no documento um ponto em que condenada igualmente a recente resolução do parlamento europeu sobre as praticas de abuso e violação de direitos humanos no país, traduzidas na repressão que a Policia Nacional tem exercito contra manifestantes que criticam o Presidente, Eduardo dos Santos.

Logo após a recusa da oposição, em votar o documento do regime,  o MPLA, na pessoa do seu Vice-Presidente de bancada, João Pinto recorreu as redes sociais para condenar publicamente o  suposto mau comportamento dos seus adversários políticos, no parlamento.

“A UNITA, CASA-CE e PRS votaram contra a Resolução do Parlamento Angolano que condenou o ataque terrorista em França, na Cidade de Paris, na sequência do Protesto do Relatório do Parlamento Europeu, lamentou João Pinto questionando mais adiante  se “Terá a nossa oposição sentido de Estado e terá solidariedade com o terrorismo internacional por ter sido a sua prática?”

Em reacção, vários simpatizantes do MPLA (Yuri Guimarães e etc), nas redes sociais levantaram também as sus vozes crucificando os partidos políticos da   oposição, até  aparecido um deputado da UNITA, José Pedro Katchiungo que explicou o engodo da bancada do partido no poder, em Angola.

Segundo o deputado José Pedro Katchiungo, “A bancada parlamentar do MPLA queria que a Assembleia Nacional de Angola aprovasse uma resolução que condenasse a resolução do parlamento europeu. Nós solicitamos que o MPLA indicasse ponto por ponto o que havia a condenar. O procedimento parlamentar é discutir os documentos ponto a ponto. Acontece que tudo o que a resolução europeia continha era verdade. Violação dos direitos humanos em Angola, corrupção em Angola, falta de transparência, lavagem de dinheiro, promiscuidade entre os diferentes poderes da República de Angola, etc...”

Ainda segundo este parlamentar  da UNITA, “Todos sabemos que infelizmente é esta a nossa realidade. Como não havia nada a condenar na resolução europeia, então pediram que se condenasse o procedimento dos europeus na lógica de que sendo amigos e parceiros de Angola, deviam usar os canais diplomáticos e não uma resolução porque assim os europeus cometeram o crime de ingerência nos assuntos internos de Angola. E para o MPLA mostrar que tem sentido de estado e também acompanha a actualidade Internacional, lá encaixaram umas linhas sobre o terrorismo.”

“E como naturalmente a UNITA não entrou neste Carnaval, o João Pinto apanhou mais uma recaída. É que os xinguilamentos dele são resistentes. Já desconfio que deve ser xinguilamento crônico rsrsrsrsr... Em vez de trabalharmos no sentido de corrigirmos o de facto está mal nesta governação, o João vem com este espetáculo triste”, concluiu o parlamentar da oposição

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