dimanche 31 juillet 2016

Capital de Isabel dos Santos em novo jornal on-line em Portugal


1 . O lote de “investidores privados” que detém cerca de 40% do capital da editora/dona da publicação do novo jornal on-line “Eco”, Portugal, compreende um ou mais representantes de Isabel dos Santos (IS). O projecto reúne um total de 34 accionistas, entre empresários em nome individual, investidores particulares e fundos.

Tal como em anteriores investimentos nos media, a participação de IS na sociedade não é directa, mas através de sociedades intermediárias. A nova publicação, em fase de testes e com lançamento previsto para o último trimestre de 2016, é dirigida por António Costa (AC), ex-diretor do Diário Económico.


Actualmente consultor de IS, AC é coordenador editorial da edição lusófona da revista Forbes, cujos direitos de publicação em língua portuguesa foram comprados pela empresária em 2013; na sua linha dedica especial atenção a IS (três artigos sobre empresária no primeiro número, em 2015).

Nas suas funções de consultor, AC também ligado ao portal ZAP, da principal operadora angolana de TV por satélite, detida pela Unitel, cujo interesse na compra do Diário Económico chegou a ser sugerido em 2015.

 O grupo Ongoing, proprietário do jornal, chegou a negociar a venda do mesmo com Domingos Vunge (DV) uma figura pouco conhecida em Portugal, mas considerada próxima de dois altos funcionário do gabinete do Presidente;  Aldemiro da Conceição, diretor do Gabinete de Quadros, e Vieira Dias “Kopelipa”, chefe da Casa Militar.

 Nos media, DV esteve na Score Media, que publicou o Expansão, antes de o jornal passar a ser controlado pelo chamado grupo Madaleno. Mais tarde, assumiu-se como investidor da Revista Rumos e do jornal Mercado, através da empresa MédiaRumos.

 Os ativos do DE, actualmente a ser publicado apenas em versão digital, deverão agora ser vendidos ao grupo responsável pela publicação do diário gratuito “Oje”; os referidos activos incluem uma licença de televisão por cabo. A transacção está condicionada a uma perdão da dívida da empresa.

 2 . No projeto “Eco”, foram apenas tornadas públicas as participações de AC e de Paulo Padrão, ex-assessor de comunicação de Ricardo Salgado no BES (3,5% cada). O jornal terá uma redação de cerca de 20 pessoas. Em círculos próximos dos promotores do projeto, é também aventado o envolvimento da EDP.

 Cerca de 27,5% da Global Media, que publica o Diário de Notícias e Jornal de Notícias, detém a rádio TSF e outros títulos, são capitais angolanos – detidos por António Mosquito (AM), mas considerados da iniciativa e do interesse efectivo de IS (AM 823).

 Em privado, AM terá, mesmo, antes de se concretizarem os investimentos na Global Media (também na construtora Soares da Costa). manifestado sentimentos de incomodidade face a iniciativas a que teria sido compelido a ligar-se. Em Nov.15, negociou a sua saída a breve trecho dos media e da construção em Portugal, que considerava estarem a trazer-lhe danos reputacionais, pela imputação a si mesmo das consequências (prejuízos, despedimentos) das crescentes dificuldades.

Entre as diversas participações angolanas nos media em Portugal, as do grupo Madaleno, nos jornais Sol e I, são consideradas em meios habilitados de Luanda como representando agora interesses ligados em última instância ao regime do MPLA (AM 995), partido em especial.

 A entrada dos interesses angolanos nos media em Portugal é geralmente considerada no regime do MPLA como tendo sido em geral mal sucedida, a nível financeiro e também de influência política. A situação terá sido internamente comentada pelo próprio Presidente, pondo em causa alegados benefícios na melhoria da imagem do país.

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