vendredi 31 octobre 2014

Samakuva advoga parceria estratégica com Portugal para a segurança geo-estratégica do Atlântico Sul.

30/10/2014

O Líder da UNITA, Isaías Samakuva, advogou hoje em Lisboa a construção de uma parceria estratégica entre Angola e Portugal para a segurança geo-estratégica do Atlântico Sul.

“Tal segurança”, afirmou, “radica no desenvolvimento de um novo conceito estratégico de defesa: defesa da vida, defesa dos eco-sistemas, defesa da biogeografia e do multiculturalismo, defesa da democracia, da dignidade dos povos e da prosperidade das Nações”.


“Trata-se de se ensinar e transmitir às novas gerações uma nova matriz de valores como fundamento da longevidade das pessoas, da coesão das famílias e da felicidade das nações”, porque, segundo Samakuva, “a segurança geo-estratégica do Atlântico Sul implica investimentos massivos na educação primária, na educação científica, na educação moral e cívica, na educação financeira e na educação tecnológica”.
A parceria inclui também a constituição de “duas entidades independentes e confederadas dotadas de poderes e recursos adequados para fazer “o combate estratégico da corrupção nos dois países”.

O Presidente da UNITA foi o convidado de honra para o almoço-debate mensal promovido pelo International Club of Portugal. O seu tema foi O FUTURO DAS RELAÇÕES ENTRE ANGOLA E PORTUGAL NO QUADRO DA GEO-ESTRATÉGIA INTERNACIONAL. Na audiência estavam deputados, homens de negócios, académicos, políticos e vários funcionários da Embaixada de Angola.

“As relações entre Angola e Portugal são mais profundas do que interesses efémeros de governantes circunstanciais ou de grupos económicos de visão míope. São relações históricas de sangue, de cultura e de identidade, cujo progresso dependerá, em grande medida, do empenho dos dois povos e Estados em construir instituições democráticas sólidas e em subordinar a política e os negócios à ética”, defendeu o líder da UNITA.

Depois de fazer uma abordagem histórica das relações entre Portugal e Angola nos últimos 50 anos onde destacou os três acontecimentos de 1961, 1975 e 1991 que determinaram a natureza e a intensidade das relações entre os dois países, o conferencista surpreendeu de certo modo a sala ao afirmar que “Angola está à beira de uma mudança histórica de grandes dimensões: o fim de mais um regime político e o início de uma nova era”.
A razão desta profecia, segundo o líder do Galo Negro, é que “o actual governo já não consegue reunir condições políticas de governabilidade e de legitimidade para se manter em plenitude de funções” e terá atingido “o seu ponto de ruptura no conflito que o opõe ao povo angolano”.

“Isto significa, caros amigos, que a construção do futuro de Angola passa por resgatarmos o nosso compromisso com a construção do Estado de Direito e da democracia, à qual o nosso país chegou após muito sofrimento. Não temos o direito de negar a Angola e aos angolanos esse futuro. E é a arquitectura da construção desse futuro que ditará as novas relações entre Angola e Portugal”, rematou Samakuva.

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