vendredi 22 mai 2015

Guarda presidencial angolana reforça segurança

Fonte: VOZ DA AMÉRICA, 20MAI2015 

As autoridades angolanas reforçaram a segurança do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, com o receio de uma revolta popular na sequência dos
confrontos entre a polícia e seguidores da seita A Luz do Mundo, de José Julino Kalupeteka.


Fontes militares contactadas pela VoA revelaram que entre os dias 19 e 24ABR15 chegaram a Luanda cerca de mil militares das chamadas Forças Especiais de Apoio
ao Comandante-em-Chefe (FEACC), estacionadas na província do Kuando Kubango, cuja missão é intervir em eventuais casos de golpe de Estado.

Uma outra fonte ligada ao Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE) revelou que, "para se evitar ou limitar o ónus político, interno e externo, na sequência
do incidente ocorrido no Huambo, as autoridades angolanas escondem o número real de mortos".

Apesar de, aparentemente, as autoridades terem dado pouco importância aos incidentes no Huambo, na prática, estão a ser introduzidos métodos para controlar
eventuais protestos que, segundo o SISE, "tenderiam a alastrar-se a todo o território nacional e a escapar ao controlo do regime".

A mesma fonte adiantou que o SISE considera Kalupeteca como um elemento fundamental para aumentar ou reduzir as chances de sucesso ou fracasso de uma eventual manifestação, por ser um bom orador, com forte poder de mobilização, boa capacidade de persuasão e de convencimento e com grande influência no seio dos
seus seguidores.

A tensão aumenta em Angola numa altura em que tem vindo a crescer a hipótese da ocorrência de convulsões sociais provocadas pelo descontentamento da população
com a queda do poder de compra. O regime, também, considera a actual situação como "bastante delicada".

O arcebispo do Lubango, Gabriel Mbilingui, considera que a situação está a criar muita tensão em Angola, particularmente na região do Huambo. Segundo Dom
Mbilingui, "é um fenómeno que cria muita tensão, que pode ter consequências imprevisíveis, também pela forma como está a ser abordado, até pelas autoridades competentes, o que também deixa uma certa preocupação".

Fontes militares, que pediram o anonimato, revelaram à VOA que a operação por parte das FAA foi dirigida por altas patentes da contra-intelligence e do serviço de intelligence e segurança militar, que teriam chegado ao local depois de serem mobilizados em dois camiões militares preparados para a operação de guerra. Ao chegarem ao local, os soldados abriram fogo com armas sofisticadas, disparando em todas as direcções, primeiro usando o morteiro .82mm, o lança-rocket RPG-7 e o
Z.U-4. 

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