dimanche 18 janvier 2015

Correspondente da «Despertar» no Cunene impedido de trabalhar


O correspondente da Rádio Despertar no Cunene foi impedido de trabalhar até que «ordens superiores» sejam emanadas a ditar o contrário, segundo confirmação do director provincial da Comunicação Social, que foi quem transmitiu ao visado a decisão das autoridades locais na última quarta-feira, após ele ter sido convocado na véspera para um «en­contro de cortesia».

Paulo Kuza, nomeado em Dezem­bro para se exercer como corres­pondente naquela província do sul do país da estação comercial detida pelo Galo Negro, que emite em fre­quência modulada a partir de Lu­anda, ouviria da boca de Faustino Ndansuamba de que estava proibido de trabalhar naquela condição até «novas ordens».
Após ser informada da decisão pelo seu funcionário em causa, a direcção da Rádio Despertar, na voz do seu responsável-adjunto pela Informação, o jornalista Queirós Anastácio Chiluvia, conversou ao telefone com o director provincial local da Comunicação Social, tendo este confirmado o facto, sem no en­tanto conseguir sustentar legalmen­te as razões da proibição.
Faustino Ndansuamba alegou apenas que carecia de autorização do vice-governador da área social do governo do Cunene (não identifica­do nominalmente) para sancionar a actividade de Paulo Kuza, tendo dito mesmo que assim tinha de ser e ponto final. «Eu obedeço a uma cadeia de comando e estou apenas a cumprir ordens superiores», disse o director provincial do Cunene da Comunicação Social, mais palavra, menos palavra.

Diante disso, a direcção e o colec­tivo de trabalhadores da Rádio Des­pertar manifestam a sua indignação pela decisão das autordades provin­ciais do Cunene, que, na sua óptica, constitui uma violação do artigo 40.º da Constituição (sobre a Liberdade de Expressão e de Informação).

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