jeudi 26 mars 2015

Plano macabro contra UNITA circula em instituições do Estado em Luanda, denuncia Álvaro Chikwamanga


O Secretariado do Comité Provincial da UNITA de Luanda tomou conhecimento de um documento que foi posto a circular em certas instituições do Estado aqui em Luanda, que contém supostas orientações superiores que atentam contra os fundamentos da República de Angola, contra a vida, contra a liberdade e contra a paz e a Reconciliação Nacional em Curso.


Por conter elementos de índole criminosa e constituir um sério atentado à República de Angola, o Secretariado do Comité Provincial da UNITA vem denunciar e repudiar publicamente o referido documento, bem como os seus objectivos, que são essencialmente anti-patrióticos.

Quarenta e nove anos depois de acesa a chama da liberdade, em Muangai, a UNITA rejubila-se com os êxitos alcançados: vencemos a tirania, conquistamos a democracia, participamos na fundação das Forças Armadas Angolanas, e lançamos os alicerces para a luta política que visa a instauração efectiva de uma República e de um Estado de direito democrático em Angola.

Precisamos agora de resgatar da Pátria, a nossa casa comum, a casa que não exclui nenhum dos seus filhos, mas este cominho parece ardiloso, porque o regime que se instalou no poder há 40 anos, continua a recorrer a golpes, máscaras para se manter no poder a todos o custo, incluindo a negação dos seus compatriotas.

Seja por via de golpes constitucionais, seja por agressões aos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos, seja por fraudes eleitorais ou por subversão da democracia e do Estado de direito, o regime do Presidente José Eduardo dos Santos, continua determinado a utilizar a democracia tutelada para agredir a democracia, o capitalismo autoritário e primitivo para subverter a economia de mercado e o Estado totalitário para subverter o Estado de direito.

Vivemos sob um regime paradoxal, em que o Chefe do Executivo faz discursos contra a intolerância e a violência política, mas as instituições que dirige o desautorizam, promovendo homicídios, agressões físicas e verbais, roubos, destruição de propriedade e outros crimes. E fazem tudo isso protegidos e incentivados pela Polícia e pelo Partido-Estado, que são dirigidos e orientados pelo mesmo líder.
Em democracia, o poder não pode ser e nunca foi o mais elevado dos valores humanos e sociais, buscado a qualquer custo e pelo qual se paga qualquer preço e, em relação ao qual os demais valores são relativizados e instrumentalizados.

Por isso também em democracia, a política não pode tornar-se uma questão de vida ou morte; de amor extremado ou de ódio mortal; de liberdade ou opressão; de ganhar tudo ou perder tudo; de verdade absoluta ou mentira absoluta;
A democracia propõe-se a conciliar a liberdade e a autoridade. Isso implica arranjos de poderes, direitos, princípios éticos e regras de comportamento, para que o seu funcionamento e os objectivos que persegue estejam sempre e somente ao serviço da liberdade política e da dignidade da pessoa humana.

Caros jornalistas,

Este é a nossa visão das coisas e constitui o compromisso da UNITA, que nos faz andar todos os dias apesar da estratégia demolidora do nosso adversário político que é também o parceiro no processo que nos conduziu a paz que hoje desfrutamos, e que os mesmos chamam para si a paternidade exclusiva.

Continuamos a sonhar com um País moderno, dirigido com legitimidade e autoridade de líderes sérios e não manchados com histórias de enriquecimento ilícito, quando o povo morre de miséria. Um país livre, democrático e solidário. É para realizar este sonho que a UNITA vai continuar a trabalhar. É nesse caminho que iremos colocar Angola.

Ao contrário do que se verifica hoje na administração do MPLA, no governo da UNITA haverá espaço para todos, porque existem homens e mulheres de bem e de inegável qualidade política em todos os partidos. E existem também homens bons e necessários nas forças de defesa e segurança, na sociedade civil e noutros sectores, fora dos quadros partidários. No nosso governo haverá espaço para todos eles.

Que fique aqui bem assinalado que no governo da UNITA não haverá revanchismo, vinganças políticas nem perseguições individuais. Serão respeitados e defendidos os bens pessoais, a integridade moral e a posição social de todos.
É essa atitude de grandeza e de civilidade republicana, alicerçada em Muangai, de comprometimento com a paz, voltada para o futuro e não para o passado, que permitirá que ocorra em Angola uma mudança segura nas próximas eleições.
Vamos respeitar a Constituição apesar da sua atipicidade. Vamos respeitar as leis. Vamos rejeitar as provocações para não extremar o conflito. Vamos participar activamente nos deveres da cidadania e evitar a todo custo que os angolanos naveguem novamente nas águas turvas do ódio e da violência como parece ser o desejo daqueles que não conseguem governar na paz.

A UNITA tornou-se hoje um património nacional, garante do resgate da pátria e da conquista da dignidade humana para todos os filhos de Angola.

Nessa qualidade, a UNITA rejeita categoricamente o assédio da Direcção do MPLA de espalhar pelo país a violência política, o ódio, a tirania e a corrupção, como formas de competir pelo poder.

A UNITA reafirma, para todo o povo angolano e perante o mundo, o seu compromisso irreversível com a paz, a sua absoluta fidelidade às regras democráticas e à reconciliação nacional.

A UNITA reafirma igualmente o seu compromisso e a sua determinação de congregar os angolanos para a mudança em 2017.

Viva a liberdade!
 Viva a democracia! Viva a paz!
Luanda, 25 de Março de 2015.

O Secretariado do Comité Provincial da UNITA de Luanda

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