vendredi 20 mars 2015

Presidente Samakuva faz balanço positivo da digressão às províncias


A UNITA, maior partido na oposição em Angola assinalou no dia 13 de Março de 2015, 49 anos de existência, desde que foi fundada em Muangai, província do Moxico. Para celebrar a data o líder daquele partido levou a cabo um périplo por algumas províncias do nosso país, que teve seu início no passado dia 6 de Março e visou dentre outras preocupações, levar a sua solidariedade, avaliar o estado e a situação das estruturas políticas do partido. 

A avaliação do grau de implementação dos programas de acção que os responsáveis receberam da direcção da UNITA e do grau de execução dos programas do governo começou pela província da Kwanza Norte, seguida das províncias de Malanje, Lunda Norte, Kwanza Sul, Bié e Huambo, onde teve lugar o acto central, a 14 do mês em curso.

No fim das actividades o Presidente Isaías Samakuva falou aos jornalistas, tendo considerado positiva a viagem realizada.


“Nós deixamos Luanda no dia 6 de Março com vista a cumprir um programa que estava traçado para as províncias do Kwanza-Norte, Malanje, Lunda-Norte, Kwanza-Sul, Bié e finalmente o Huambo.

A nossa viagem tinha alguns objectivos: o primeiro e sobretudo ligado à província da Lunda-Norte, era levar a nossa solidariedade aos nossos companheiros que tiveram um incidente em que muitos foram feridos. Incidente este que é relacionado com actos de intolerância política. Foi de resto um facto bastante relatado pela própria imprensa nacional e internacional. O segundo objectivo, eu tinha como questão principal avaliar o estado e a situação das nossas estruturas políticas nas regiões que eu mencionei, e isto envolvia a avaliação também da implementação dos programas de acção que as nossas estruturas, os nossos secretariados receberam da direcção do partido. 

Nós quisemos também nesta digressão avaliar o grau de execução dos programas do governo e quisemos exercer a nossa acção fiscalizadora enquanto partido da oposição e este objectivo para nós era muito importante também ser materializado. Tivemos ainda a necessidade de contactar as populações e neste contacto nós queríamos avaliar o grau de implantação do nosso partido nas diversas regiões e sobretudo o grau de aceitação da nossa mensagem pelas populações nas zonas onde passamos. Do outro lado, queríamos também ouvir as populações sobre as políticas do governo que estão a ser implementadas nas áreas onde passamos”.

O líder do galo negro assegurou que todos os objectivos da sua digressão foram cumpridos, e mostrou-se satisfeito com a implementação dos programas de acção do seu partido nas províncias por que passou e a aceitação da mensagem da sua formação política por parte das populações e considerou que as políticas dos governos não têm surtido efeitos desejados, de acordo com a informação que recebeu da população.

“Ora, eu devo dizer que esses objectivos foram todos cumpridos, mas nós quisemos associar esta digressão às celebrações do 49º aniversário do nosso partido.

Por conseguinte a província do Huambo ficou em último lugar exactamente para servir de palco às celebrações deste aniversário do nosso partido. Eu quero dizer que nós ficamos satisfeitos em relação à alguns objectivos que tínhamos traçado. Por exemplo no diz respeito a implementação dos programas de acção do partido nas regiões por onde passamos. Nós podemos dizer que os nossos responsáveis portanto os secretários provinciais e as suas estruturas têm conseguido implementar as orientações da direcção. No que diz respeito à aceitação da nossa mensagem nas populações, nós podemos dizer também que ficamos satisfeitos e de certo modo até mais do que aquilo que nós esperávamos. 

Na realidade, tanto no Kuanza-Norte, Malanje, na Lunda-Norte, no Kuanza-Sul, na parte da província do Bié por onde passamos e aqui no Huambo, nós encontramos uma adesão massiva da população à mensagem da UNITA, o que naturalmente nos satisfez sobremaneira. No contacto com as populações nós constatamos que as políticas à que o governo diz estar a implementar não têm tido impacto ou não têm sido materializados, esses problemas não têm sido materializados como aquilo nós escutamos no dia-a-dia. Pelo menos é a impressão que nós retiramos do contacto que tivemos com as populações e elas mencionaram à alguns aspectos que eu penso que interessa mencionar aqui também.

O primeiro: é o programa de água para todos. Nós falamos com populares, falamos com as autoridades tradicionais que nos fizeram constar que esse programa não está a surtir efeito. Não está a surtir, primeiro porque nalgumas áreas nada se vê em relação a este aspecto, nas outras, o governo procurou construir chafarizes, portanto, cacimbas onde implantaram chafarizes o abastecimento de água, mas que esses chafarizes de uma forma geral não são eficazes porque trabalham por uma duas semanas e param e as populações têm de voltar tirar água no rio ou nas cacimbas por elas próprias arranjadas e naturalmente esta água não é potável”.

O presidente Isaías Samakuva considerou igualmente negativo estado das estradas na província do Kuanza-Norte, e apontou os problemas da educação e da saúde nas regiões por onde passou.

“Nós constatamos com os nossos próprios olhos o estado lastimável da estradas, na província do Kwanza-Sul sobretudo, as estrada que parte da ponte do rio Kwanza para Kalussinga é uma estrada que de facto é para esquecer. Naturalmente, nós verificamos as consequências que isso tem para as populações que residem naquelas áreas. São populações quase que isoladas, porque os camionistas, os automobilistas, sobretudo, não têm vontade de passar por aquelas estradas cheias de buracos. Basta dizer que nós percorremos 80 quilómetros em quase 4 horas. Só isso pode explicar tudo.

A lamentação maior surge no que diz respeito aos problemas de saúde e os de educação. Ora, na educação, há algumas escolas construídas, mas as escolas não abrangem todas áreas, de tal forma que nos explicaram, sobretudo no Mussende, por exemplo, que as crianças têm de andar por dia 8 quilómetros para chegar à escola. Portanto, são uma distância bastante longa para as crianças que estudam e naturalmente algumas não estudam. Mas também não são suficientes. As escolas não são suficientes e muitas crianças estão fora do sistema do ensino. Só na comuna de Kalussinga mencionaram-nos a existência de oito mil crianças fora do sistema de ensino. No que diz respeito à saúde, o problema é quase o mesmo. O centro de saúde, por exemplo, do Cuango que nos disseram é razoável. Não chega, portanto, para cobrir a necessidade da população e para o tratamento de algumas doenças as populações têm de ir para o Cafunfu que dista aí há uns 60 quilómetros”.

O líder do maior partido na oposição apontou ainda a situação crítica a que estão votados os antigos combatentes por parte do governo angolano e afirmou estarem numa situação de abandono, apontando igualmente a situação dos desmobilizados com problema da reinserção.

“Eu gostaria também de mencionar outras questões que nos foram relatadas e que constituem uma grande preocupação de certos sectores da nossa sociedade. Os mais velhos, sobretudo os antigos combatentes quiseram manifestar o seu descontentamento pela falta de cumprimento das promessas do governo, sobretudo no que diz respeito às pensões que foram prometidas aos antigos combatentes. Este sector acha-se abandonado, vive numa situação de decepção, de desapontamento constante porque trabalharam para o país, deram as suas vidas para o país, mas segundo eles, os políticos, o governo, sobretudo, lhes abandonou. Estive aqui com mais de 50 antigos combatentes que voltaram à mencionar esse aspecto e a pedir-nos que fossemos portadores da mensagem que nos apresentaram ao governo.

Da mesma forma os desmobilizados. Os acordos previram algumas situações que ajudariam a solução dos problemas, tanto de inserção ou reinserção dos ex-militares, como também previam o pagamento de algumas pensões de reforma. Há uns poucos que estão a beneficiar destas pensões, mas muitos outros têm os seus processos parados. Aliás, a esse respeito eu devo mencionar aqui o que os antigos combatentes nos disseram. É que as estruturas do governo recebem processos para, enfim, a candidatura ou para a regularização da situação dos antigos combatentes, mas esses processos entram e nunca há resposta, e quando há resposta esta surge anos depois, mas para se dizer que como os processos já são antigos então é preciso que façam outros, porque nessa altura o governo já não sabe quem está vivo, quem morreu. E, é preciso voltar a tratar os outros processos que custam dinheiro, custam tempo, custam deslocações e depois acabam também por não dar resultados.

Meus senhores há várias outras situações que poderia relatar aqui mas por uma questão de economia de tempo eu gostaria de ficar por aqui no que diz respeito ao balanço desta nossa viagem.

Naturalmente, não poderei deixar de mencionar a satisfação nossa, pela forma como o 49º Aniversário do nosso partido foi celebrado em todo país, sobretudo o que nós presenciamos no acto central que tivemos o privilégio de presidir aqui na província do Huambo. A presença significativa e massiva dos angolanos neste acto, o entusiasmo demonstrado foi para nós um sinal claro, não só da adesão, mas também da esperança do nosso povo por dias melhores. Pareceu-nos bastante significativo e eu creio que o acto de ontem passou uma mensagem clara da necessidade do povo mudar o regime que governa o nosso país”.

Questionado como estaria a UNITA a preparar-se para as eleições que se avizinham, face a fraude tecnológica que têm sido alvo os partidos políticos da oposição durante o processo eleitoral do nosso país, o Presidente da UNITA afirmou que a fraude só será anulada pela demonstração da força do povo apoiando as posições da UNITA.

“ A fraude seja ela tecnológica ou política creio só poderá ser anulada pela demonstração da força do povo e a força do povo deve se demonstrar apoiando as posições da UNITA, não só no que diz respeito a rejeição das manobras que estão em curso, por exemplo, a proposta da lei do registo eleitoral.

Nós estamos a dizer que não serve e o meu caro amigo viajou comigo e presenciou certamente os apelos que fizemos para que o povo apoie a UNITA nas suas posições em relação a isso. Esse é o primeiro aspecto. O segundo aspecto: nós temos também necessidade, já começamos a trabalhar no sentido de reunir técnicos. Porque se os outros têm técnicos que preparam esta fraude tecnológica, afinal nós temos de também lançar mão aos técnicos angolanos que não concordam também com o que se está a fazer e que têm conhecimentos suficientes para poderem ajudar à desmontar as manobras que estão a ser preparadas.

Mas é um trabalho muito sério, é um trabalho que envolve acções políticas, acções também tecnológicas que estamos a tentar implementar”.

A UNITA passará a apresentar os militantes que deixam as rédeas de outros partidos e afiliam nas suas fileiras tal como faz o MPLA?

“A resposta é não! Nós não estamos de acordo com esta forma e eu ontem tive a ocasião de mencionar. Não é nosso hábito e não concordamos com este princípio.

A política é algo que resulta das convicções e das decisões pessoais dos indivíduos que nós devemos respeitar. Portanto, se alguém escolhe um partido por razões que sabe e em determinada altura acha que esse partido não responde as suas aspirações, não materializa as suas aspirações é livre de decidir passar para um ou outro partido. Agora, também as pessoas são livres de dizer. Portanto, nós não faremos, mas se alguém desejar fazer, com certeza é livre de fazê-lo. Esta é a base, é a liberdade que as pessoas têm de se exprimir e para além de que, dizia mesmo um dos companheiros que falou ontem que a sua atitude talvez encoraje alguns, e nós sabemos que há dezenas de pessoas que nos contactam e que vêm, responsáveis. Eu quero me referir a responsáveis, sobretudo do partido no poder, que já estão connosco. Vêm, sim senhora já estou aqui. Concordo convosco. Mas sabem que se eu falar vou perder o pão. Para além de questões de segurança. Então nós respeitamos a opinião desses companheiros, desses compatriotas porque como disse uma opção, e as opções são livres. O companheiro Nafoia, também ontem, fez questão de salientar um aspecto que infelizmente está incutida na mente dos angolanos pelo partido que governa o país. É que de uma forma geral aqueles que se passam, sobretudo responsáveis para o partido no poder, vêm por aliciamento ou fazem-no por aliciamentos, com promessas de dinheiros, de benesses que muitas vezes não cumprem, também não são cumpridas essas promessas. E a ideia que ficou no país é que quem sai de um partido para o outro é porque vai receber dinheiro ou está a ser comprado.

E foi bom que o companheiro Nafoia, fê-lo claro, no Cafunfu ele até foi mais longe. Ele ganhava 9 mil, cerca de 9 mil dólares onde estava, vem para a UNITA, que não paga nenhum dos seus responsáveis esse dinheiro, nem um terço sequer, daquilo que ele recebia lá, muito menos. Portanto, deixou dinheiro par vir aqui onde há pobreza. Pobreza material, mas riqueza espiritual. Então, nós de uma forma geral não fazemos, não mudamos de política, mas aqueles que quiserem fazê-lo por opção poderão fazê-lo”.

Falando sobre os militantes que tinham abandonado o partido mas agora decidiram voltar para essa formação política o líder da segunda maior força política do país afirmou que a UNITA é um partido de todos os angolanos e disse que o seu partido convida todos os angolanos para se juntarem à causa da UNITA e considera como sendo normal a atitude destes militantes.

“A UNITA é um partido aberto, a UNITA foi fundada para todos os angolanos. Nós estamos a convidar todos os angolanos para se juntarem a esta causa e esta caravana rumo a mudança política no nosso país. Então, seja a nossa irmã Elsa, seja qualquer outra pessoa a vir para a UNITA, está a vir a fortalecer a engrossar a caravana da mudança.

É assim, as pessoas moldam as suas opiniões consoante o meio em que vivem, as condições que vivem e o ser humano está confrontado com várias situações.

Algumas ilusões inclusive e alguém pode em determinada altura dizer “bom, isso aqui parece não dá, daquele lado é que vai dar”, mas chega naquele lado apercebe-se que afinal não dá e nós nas nossas idades com os conhecimentos que temos, tanto religiosos como políticos achamos que isso é normal. A bíblia fala do filho pródigo que saiu foi, desfez-se dos pais, inclusive. Depois de dar as suas voltas, achou que afinal tem que regressar à casa do pai e o pai recebeu. Não é uma questão de perdão, é uma questão de princípio.

Portanto, as atitudes das pessoas, também conformam as reacções das pessoas, é normal. Traições, são traições e quem trai às vezes se arrepende tarde. Mas nós estamos abertos. O partido está aberto e vai continuar a receber”.

O Presidente da UNITA considerou surpreendente o grande crescimento que o seu partido regista, após a realização das eleições gerais de 2012, e apontou as boas relações de convivência que os seus militantes apresentam como sendo um dos vários factores que fazem com que o seu partido esteja na posição em que se encontra hoje.

“É curioso. Para nós também tem sido curioso. E é tão curioso que as eleições de 2012 passaram, o MPLA diz que ganhou as eleições, mas é exactamente a partir das eleições de 2012 que nós vimos de um momento para o outro um crescente movimento de adesão à UNITA. O que significa que o povo sabe que o seu voto foi desviado. Então, esta adesão de movimento, a mim pelo menos parece ser a expressão da revolta do povo em relação ao desvio que foi feito ao seu voto, de um lado, do outro lado, a UNITA durante muitos anos viveu isolada, na luta, confinada às áreas que conseguiu conquistar pelo seu combate que fez. Enquanto esteve distante das populações uma campanha enorme feita pelo nosso principal adversário denegriu, pintou a UNITA de diabo, de fantasma, de uns vampiros que são terríveis. Entretanto, a guerra acabou e a UNITA, portanto os militantes, os dirigentes da UNITA vieram, misturaram-se, regressaram para as suas aldeias, regressaram para as suas cidades, misturaram-se na sociedade. Ora, esta sociedade que durante anos foi intoxicada com estórias falsas começou a ver que as pessoas da UNITA, são diferentes daquilo que foi dito e, se não for excessivo, mas é o que nos dizem, “até nos bairros onde se encontram são pessoas mais tratáveis, mais honestas que convivem com os outros, dialogam, são solidárias”.

Portanto, aparecem como pessoas que de facto são boas e tratáveis.

Ora, mesmo se a propaganda que passa a vida a denegrir a UNITA continua, ou mesmo se continuar como está a continuar, o cidadão comum tem um homem da UNITA, a pessoa da UNITA como seu vizinho, no bairro. Conversa, conhece melhor o homem da UNITA. E, eu dizia noutro dia, penso que foi no Cuango, que até estão a casar, já convivem, já são maridos e mulheres. Então, tudo isso faz com que as pessoas compreendam que afinal essas mentiras eram apenas para denegrir a UNITA. Eu penso que todos esses são factores que estão a contribuir para que a UNITA esteja na posição que se encontra hoje. Ora, ao fim desses 49 anos, curiosamente, a UNITA continua a marchar, como disse ontem, depois de atravessar vales e montanhas, eu quando me refiro à vales e montanhas para si que talvez não conheça tão bem a história do nosso partido e do nosso país, a UNITA passou por situações difíceis. Muito dos nossos companheiros foram massacrados e mortos sem razões. O partido no poder conta histórias de massacres que terão sido feitos pela UNITA. Mas eu costumo dizer que nós ainda não falamos, nós ainda não falamos. Nós conhecemos aldeias e pessoas que foram dizimadas, as suas famílias inteiras foram dizimadas, ou aldeias onde em muitos casos, as mulheres foram postas num lado, os homens foram postos doutro lado e metralhados aí, mortos e enterrados em valas comuns que sabemos onde estão.

Portanto, estamos num processo de reconciliação e achamos que é de todo interesse, consolidar o processo de reconciliação e por isso mesmo é que ainda achamos que não é tempo de falar disso tudo. Apesar desse tempo todo, 49 anos de existência, em vez da UNITA reduzir-se à sua expressão mais ínfima, a UNITA continua a caminhar e começa a ganhar proporções que ninguém poderá ignorar. Se alguém aqui no Huambo vier dizer que a UNITA não ganha um voto sequer, toda a gente vai saber que é mentira.

Isaías Henrique Ngola Samakuva aconselha os seus militantes a não responder aos actos de intolerância política perpetrados pelo partido MPLA


“Há vários actos de intolerância que acontecem um pouco por toda a parte. E nós nunca tivemos dúvidas de que esses actos de intolerância são programados e orientados a partir de um ponto central. Ora, mas também já entendemos que a história de Angola, diz-nos que esses actos de provocação são os que originaram as guerras que o país já conheceu. Ora, se nós formos a responder a esses actos de provocação, estaremos a procurar dar continuidade aos conflitos que queremos evitar. Nós também já compreendemos que o partido no poder não consegue governar na paz, numa situação de paz. Precisa de arranjar sempre esses conflitos para depois ter justificações a dar. O país está assim por causa da incompetência daqueles que o dirigem. Então, nós não queremos cair na armadilha para beneficiar o nosso adversário com pretextos, com razões que não correspondem a verdade. Penso que todo angolano responsável sabe que os conflitos armados que o país viveu só prejudicaram os angolanos. Então quem ama os angolanos tem de protegê-los dessas provocações e se os outros continuam com esses actos de intolerância, também isso está ajudar o povo a compreender quem é mau e quem é bom”.

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