jeudi 11 juin 2015

China vai ajudar Angola mas recusa dizer qual o valor


09 Jun 2015 Económico com Lusa

"Questão confidencial", alega governo de Pequim no início da visita de seis dias de José Eduardo dos Santos à China.
A China anunciou hoje que vai ajudar financeiramente Angola a "superar as dificuldades" criadas pela queda do preço do petróleo" e consequente "diminuição das receitas do governo", mas recusou precisar o montante da ajuda.


"Por enquanto vamos tratar isso como uma questão confidencial", disse Lin Songtian, diretor dos Assuntos Africanos do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, num encontro com jornalistas após a assinatura de vários acordos de cooperação bilateral, alguns dos quais envolvendo o ministério angolano das Finanças.

A cerimónia decorreu num salão do Grande Palácio do Povo, em Pequim, com a presença dos presidentes dos dois países, Xi Jinping e José Eduardo dos Santos, respetivamente.

"Constatamos que neste momento Angola enfrenta dificuldades criadas pela queda do preço do petróleo e a diminuição das receitas do governo angolano", referiu Lin Songtian.

"Tanto o presidente Xi Jinping como o primeiro-ministro, Li Keqiang, disseram que o governo chinês vai ajudar Angola a superar as dificuldades por que está a passar e a diversificar a sua economia", acrescentou.

Referindo-se as conversações entre os dois estadistas, que precederam a assinatura dos acordos, aquele responsável chinês descreveu-as como frutuosas, "produtivas" e "muito pragmáticas".

As relações sino-angolanas constituem "um bom exemplo de cooperação", disse.

Eduardo dos Santos iniciou na segunda-feira uma visita de seis dias à China, acompanhado por nove ministros.
Alem do homólogo chinês, o presidente angolano já se encontrou com o primeiro-ministro, Li Keqiang, e com o presidente da Conferencia Politica Consultiva do Povo, Yu Zhengsheng.

O preço do petróleo, uma das principais fontes de receita do governo angolano, caiu cerca de 50% no último ano, afetando nomeadamente o valor das exportações de Angola para a China, o maior cliente daquela matéria-prima.
No passado fim de semana, o embaixador angolano em Pequim, adiantou que Angola e China iam "um novo pacote financeiro", mas também não mencionou o respetivo montante.

Num encontro com jornalistas angolanos, citado pela agencia Angop, o diplomata salientou "o papel preponderante" da China na reconstrução do seu país e disse esperar que Pequim "continue a ser um parceiro estratégico nesta fase difícil de Angola".

Segundo o semanário português Expresso, Eduardo dos Santos deslocou-se à China "em busca de um financiamento de 22.000 milhões de dólares" para tentar resolver a "grave crise de tesouraria" da petrolífera estatal Sonangol, como "o principal ?braço armado' da economia de Angola".


Se o financiamento se concretizar, o volume de créditos concedidos pela China a Angola desde 2004 subirá para 38.000 milhões de dólares, disse o jornal, citando fonte diplomática em Luanda.

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