jeudi 2 juin 2016

Líder da UNITA leva protesto sobre confrontos em Benguela ao Presidente angolano

lusa.sapo.pt Lusa

31 mai

O líder da UNITA, Isaías Samakuva, disse hoje em Luanda que vai apresentar um protesto ao Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, sobre o incidente envolvendo deputados do partido na província de Benguela e que terminou com três mortos.

A informação foi transmitida numa conferência de imprensa em que o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) procedeu à leitura de uma declaração sobre os 25 anos do Acordo de Paz para Angola, assinado em Bicesse, Portugal, e de balanço sobre as visitas que promoveu às cadeias de Luanda.


Isaías Samakuva defendeu que 25 anos após a assinatura destes acordos, "é tempo de os angolanos refletirem sobre a sua história recente", para dela tirar lições e fazer com que "a paz reine efetivamente em Angola, num ambiente de perfeita harmonia".

Na declaração, a UNITA sublinhou que incidentes como o ocorrido, recentemente, na província de Benguela, com militantes daquele partido, "devem ser condenados inequivocamente por todos os angolanos e devem merecer uma rigorosa investigação para que os seus autores sejam criminalmente responsabilizados".

O presidente da UNITA referia-se aos confrontos registados, sexta-feira, entre militantes da UNITA e alegados apoiantes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, que resultou na morte de três pessoas, durante uma visita de trabalho de deputados daquela força política da oposição.

"Os acordos de paz para Angola devem fazer-nos lembrar que pertencemos todos à mesma família e não devemos repetir os mesmos erros do passado", destacou.

Acrescentou que a UNITA vai protestar "veementemente" contra estes atos de violação dos direitos humanos, não apenas "pela sua natureza criminosa, mas pelo facto de ser uma prática recorrente, orquestrada por agentes identificados, que persistem em subverter as instituições do Estado democrático com uma certa impunidade".

Segundo o dirigente da UNITA, o Ministério Público tem sido informado desses atos através das vítimas e até pelo partido, mas os seus autores não são presos.

"O Ministério Público recebe as participações, dos crimes praticados, conhece os autores, mas não os prende nem os acusa", disse Isaías Samakuva, acrescentando que o protesto será feito formalmente, junto do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

"Vamos dizer ao senhor Presidente que compete a responsabilidade de criar condições de segurança a todos os cidadãos, ele é o chefe do Executivo, portanto, a responsabilidade é dele se isso acontece várias vezes", concluiu.
NME // EL

Lusa/Fim

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