jeudi 23 avril 2015

Parlamentares da UNITA no Huambo querem avistar-se com Kalupeteka

Uma delegação parlamentar da UNITA encontra-se no Huambo para constatar in loco a situação da morte de mais de 700 pessoas, segundo denúncias de populares e sobreviventes da seita Kalupeteka.


Os parlamentares poderão encontrar-se com o Governador do Huambo, Kundi Paihama, a quem poderão solicitar um encontro com o líder da seita do 7º dia a luz do mundo, Julino Kalupeteka preso pelas autoridades na sequência dos incidentes que vitimaram nove agentes policiais e treze fiéis de Kalupeteka, segundo a versão oficial da polícia.

Raul Danda que dirige o grupo de deputados da UNITA reiterou a condenação da morte dos angolanos em tempo de paz.

“Nós, o grupo Parlamentar da UNITA lamentamos a morte de polícias, não por serem polícias, mas por serem angolanos. Da mesma forma que lamentamos a morte de polícias, lamentamos também a morte de civis em número muito elevados”, disse Raul Danda.

Raul Danda diz acreditar que os números de mortos apresentados quer pela polícia quer pelo Ministério do Interior são falsos.

Dados que nós temos aqui no terreno apontam para a morte de centenas de angolanos. O relato que temos é que as mortes continuam.

O Parlamentar diz estar informado do esforço das autoridades em retirar os corpos enterrados em valas comuns junto a residência do cidadão Kalupeteka e de uma lagoa, para uma outra região que não foi revelada.

“Os angolanos devem conversar. Não é bom que quem governa mata os seus cidadãos, quem governa deve cuidar das pessoas”, aconselhou.

Entretanto, expirou às 12 horas desta quinta-feira, 23 de Abril de 2015 o prazo fixado pelo Governo Provincial do Huambo, em comunicado de 21 de Abril, para a identificação de cadáveres recolhidos do local de confrontos que culminaram na morte de agentes da polícia.

Fruto de um ambiente de medo reinante, ninguém se atreveu dirigir-se a morgue do hospital central para reconhecer seu eventual familiar. Os treze corpos podem ser enterrados a qualquer momento sem a presença de familiares das vitimas. Por outro lado as autoridades regime começaram a perseguir também os dirigentes da UNITA. 


Em algumas áreas identificadas com a UNITA estão a ser retiradas as bandeiras e destruídas as sedes do Galo Negro. A ser isso verdade, estaremos perante a confirmação de que Kalupeteka foi apenas um pretexto que o regime precisou de usar para atingir a UNITA que tem estado a subir de forma galopante nos seus níveis de popularidade, tendo o Programa de 14 de Março no Huambo assustado o regime que pensa inverter o quadro mediante uma estratégia que a meu ver vai custar muito caro a Luanda.

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