jeudi 31 mars 2016

Manifestantes contra prisão de activistas angolanos prometem continuar protestos


Manifestantes contra prisão de activistas angolanos prometem continuar protestos.

Um tribunal de Luanda condenou, por rebelião e associação criminosa, os 17 activistas angolanos a penas entre dois anos e três meses e oito anos e seis meses de prisão efectiva.


Os cerca de cinco dezenas de manifestantes que ontem se concentraram em Lisboa para denunciar a condenação de 17 activistas angolanos prometeram não esmorecer o protesto. "Temos de continuar a fazer o que temos feito até agora", apelou Pedro Coquenão, músico e um dos organizadores das várias concentrações que têm pedido "Liberdade, já!" para os "presos políticos em Angola".

O activista disse que para os manifestantes "tudo indiciava que o desfecho fosse algo deste tipo", reconhecendo que as tomadas de posição internacionais sobre o caso dos
activistas detidos em JUN2015 não resultaram e que "tudo continua a acontecer em Angola como se não houvesse pressão".

A "novidade" da sentença é confirmar que, em Angola, "não há excepção à regra", resumiu Coquenão, considerando que este é "o abrir de um outro" ciclo. "Agora está claro para todos qual é a posição de toda a gente envolvida".

Pedro Coquenão disse que manter o assunto na agenda depende, agora, "de nós e em nós estão os media também. Os media não podem estar a reboque de dramas mais ou
menos insuflados pelo acentuar de uma greve de fome aqui ou ali", criticou Coquenão, apelando a que se investigue as relações que Angola tem com Europa, Estados Unidos e "tudo o que sustenta" a sociedade portuguesa. "Ou então, não estamos aqui a fazer nada, nem jornalistas, nem pessoas", sentenciou.

João Paulo Batalha, da associação Transparência e Integridade, observou que o regime angolano cumpriu "aquilo que toda a gente temia, mas esperava", num
"processo absolutamente arbitrário" e numa "farsa judicial do princípio ao fim".

"A justiça em Angola está completamente corrompida e capturada" pelo poder e ontem deu "o pior possível" dos sinais, confirmando estar "domesticada e politizada"
e ser "apenas um braço da vontade da cúpula do regime", denunciou.

Serena Mancini, irmã de Luaty, disse que estava "à espera" deste desfecho, embora mantenha "esperança nos recursos". "Mais do que nunca, Angola tem de sentir a

pressão e as consequências daquilo que está a fazer", apelou

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