dimanche 13 mars 2016

Savimbi no coração dos angolanos

As massas populares, as marginalizadas, o povo sofredor de Angola e não só, têm nos aposentos especiais dos seus corações o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, e, estão firmes no ideais de Muangai.

Jonas Malheiro Savimbi nasceu no Munhango Bié, num período em que o povo Angolano vivia anos mais obscuros e sombrios da existência sob a dominação da política Salazarista.


Numerosos letrados, patriotas e a massa popular já se erguiam muitas vezes na conquista da Independência e da liberdade, mas foram reprimidos e as revoltas frustradas.
A história pôs na altura ao povo angolano um problema que era a busca de uma via para a salvaguarda da Pátria.

O jovem Jonas Malheiro Savimbi crescia numa família de nobre tradição revolucionária. O seu pai letrado patriótico recusava lealdade ao colonialismo e concebia o patriotismo como expressão de fidelidade ao povo.

O filho – Jonas Malheiro Savimbi – herdou desde os anos da juventude de resistência à invasão externa, à opressão, à exploração e à ditadura. Recebia no seio da família uma educação patriótica e a tradição de luta indomável de Jinga de Ekuikui, de Mandume e de tantos outros. Inteligente e original de pensamento, tinha o sonho de salvaguardar o país em perigo. E dizia: eis me aqui para libertar o País.
Decidiu então partir para vários países do Ocidente e do Oriente, com o fim de ver com os seus próprios olhos aqueles que tinham vindo dominar o País e dai procurar um caminho para libertar o povo. Começou então a sua viagem sem contudo se fixar a nenhum país. Prosseguia a sua viagem para vários países da Europa, África, América e Asia. Descobriu que em todos os países colonizadores havia oprimidos e explorados de um lado, e ligas de opressoras e exploradores de outro.

Regressado ao País lutou corajosamente com os outros compatriotas contra o colonialismo Português, não só para a liberdade do povo Angolano, mas também para que Portugal , Rússia e outros países imperialistas morressem como metrópoles e renascessem como países livres e democrático sem dominar os outros povos.

Para se travar um combate credível e triunfante, o Dr. Jonas Savimbi propusera aos outros compatriotas o seguinte:

1º Os dirigentes dos movimentos deveriam combater lado a lado com os guerrilheiros contra o colonialismo.

2º Tantos os dirigentes assim como os guerrilheiros deveriam viver nas mesmas bases guerrilheiras e dento de Angola, e não noutros países.

3º Os oficias deveriam possuir como habilitações literárias o 5º ano do liceu, e uma preparação militar especifica.

Os outros dirigentes negaram categoricamente as propostas dos pontos 1 e 2, porque segundo eles, isto significaria pôr as sua vidas em perigo, eles deviam residir noutros países, mandando apenas os guerrilheiros a fazerem incursões. Também negaram a proposta do ponto 3, alegando que os oficiais letrados podiam usurpar-lhes o poder de dirigentes, isto é, fazer-lhes um golpe.

Como não foi entendido o Dr. Savimbi, preferindo lutar lado a lado com soldados, sargentos e oficiais vivendo com estes nas bases (acampamentos) em Angola e não deixar o povo ao “deus dará”, depois de treinos militares na China fundou com outros patriotas a UNITA, na histórica localidade de Muangai, no Moxico, aos 13 de Março de 1966.

A UNITA combateu, decididamente contra a colonização “Portuguesa - catanguesa”. O combate da UNITA mudou o curso da História: surgiu a revolução dos cravos em Portugal, aos 25 de Abril de 1974, dirigida pelo general Português Spinola, e, os oficiais jovens da mesma revolução exigiram o fim da guerra nas colónias portuguesas. Foi assim que aos 19 de Maio de 1974 houve a suspensão da hostilidade em Angola.

Aos 14 de Junho de 1974 foram assinadas as tréguas entre a UNITA e oficiais portugueses sob o impulso do Dr. Jonas Savimbi foi possível a reunificação do MPLA, aos 2 de Setembro de 1974, para o Dr. Agostinho Neto poder assinar o cessar-fogo com os portugueses, aos 21 de Outubro de 1974. Não se podia assinar o cessar-fogo com o MPLA dividido em três facções: MPLA – Neto, MPLA – Chipenda (Revolta do Leste) e MPLA – Pinto de Andrade (Revolta Activa), por isso houve uma necessidade imperiosa de reunificação.

Foi  o Dr. Jonas Savimbi que chamou o Dr. Agostinho Neto de Lusaka – Zambia à cidade do Luso (Actual Luena) para conversações e planificação da viagem rumo a Portugal conversar com o governo Português. Por isso, aos 18 de Dezembro de 1974 o Dr. Agostinho Neto viajou de Lusaka até à cidade de Luso para conversações com o Dr. Jonas Savimbi.

Foi o Dr. Jonas Savimbi que convocou Holden Roberto, presidente da FNLA, Agostinho Neto presidente do MPLA para a assinatura do acordo trilateral em Mombaça (Quénia) de 3 a 5 de Janeiro de 1975 onde os três presidentes - Holden Roberto, Agostinho Neto e Jonas Savimbi – se comprometeram reconhecer a igualdade entre os movimentos de libertação nacional ( FNLA, MPLA e UNITA) e manter o respeito mútuo entre os seus presidentes.
Com a FNLA, o MPLA e a UNITA em pé de igualdade e representantes legítimos do povo Angolano, os seus presidentes assinaram com o governo Português os Acordos de Alvor, em Portugal aos 10 de Janeiro de 1975.

Aos 30 de Janeiro de 1975 tomou posse o Governo de Transição de Angola.

Antes e depois da tomada de posse do Governo de Transição de Angola, os imperialistas enviaram mercenários e armamento bélico para o País.

Aos 28 de Abril de 1975 iniciou um combate violento entre o MPLA e a FNLA.

No dia 5 de Agosto de 1975, começou a guerra entre o MPLA e a UNITA, quando os militares do MPLA dispararam contra o avião que se deslocava do aeroporto de Silva Porto (actual Kuito) para o exterior, transportando o Dr. Jonas Savimbi.

Os Acordos de Alvor, o Governo de Transição, as eleições que estavam marcadas para o mês de Outubro de 1975 e a proclamação da independência de forma ordeira marcada para 11 de Novembro de 1975, foram traídos pelo imperialismo internacional encabeçado por MPLA.

Foi assim que a independência de Angola foi proclamada por John Pinock Eduardo em Ambriz, por Agostinho Neto em Luanda e por Jonas Savimbi na cidade do Huambo.
O imperialismo decidido em fazer de Angola uma neocolónia atrelou-se ao MPLA com o material de guerra jamais visto em África, desencadeando uma guerra feroz contra os Angolanos Patriotas.

O Dr. Jonas Savimbi, de tanto viajar ao encontro do Dr. Agostinho Neto, de tanto viajar para conversar com Holden Roberto para se conseguir a paz em Angola, pondo termo os conflitos, o povo heróico do Moxico cognominaram-no de “MUATA DA PAZ”

O Dr. Savimbi conduziu heroicamente os patriotas angolanos durante a resistência contra os imperialistas invasores.
O Dr. Jonas Savimbi nunca se vendeu, nunca se rendeu e repudiou energicamente e considerou como um crime imperdoável, o exílio programado e divulgado por José Eduardo dos Santos, a fim de ser oferecido ao “Muata da Paz”.

O Dr. Jonas Savimbi dizia:

- Para mim tirando Angola não há mais nada.
- Eu sou patriota, o meu pai morreu em Angola e eu nunca vou trair o meu pai e por isso morrerei em Angola.

- A cooperação comigo não é fácil, porque eu coloco em primeiro lugar, em segundo lugar o angolano, em terceiro lugar o angolano, em quarto lugar o angolano e o Angolano sempre; os outros não sei ondem ficam, deviam ficar nas suas terras.

O Dr. Jonas Savimbi previa o que ia acontecer com Angola e com os angolanos desprotegidos (massa populares), com o imperialismo, a ditadura e opressão implantados no País.
Dr. Savimbi negou a escravidão e contra ela lutou até as últimas consequências, isto é até a morte, aos 22 de Fevereiro de 2002.

Se o MPLA fala de democracia, embora teoricamente, deve agradecer ao Dr. Jonas Savimbi, o pioneiro de ideias democráticas em Angola.

Sem o Dr. Jonas Savimbi nenhum do MPLA teria a coragem de pronunciar o termo “multipartidarismo”.

Sem os ensinamentos do Dr. Jonas Savimbi, caladinhos nos corações de milhares de angolanos de Cabinda ao Cunene, quem se pronunciasse sobre a “democracia” e sobre o “multipartidarismo”, seria imediatamente executado.

Tudo mas absolutamente tudo que o Dr. Savimbi previa para Angola neocolonizada com o MPLA à testa, está acontecendo.

Ele previa e dizia sem medo tanto aos angolanos assim como aos próprios imperialistas e neocolonialistas. Sem medo de errar SIVIMBI foi profeta angolano nos momentos difíceis do País.

SAVIMBI era um dos raros homens da história que compreendia e traduzia de maneira perfeita as aspirações do povo. Dedicava a sua vida inteira tanto para actuar e combater pela liberdade do povo angolano, assim como pela liberdade de todos os povos oprimidos.

O povo Angolano desprotegido, desamparado e marginalizado guarda na memória o ilustre revolucionário – Jonas Malheiro Savimbi – fundador da União Nacional Para a Independência Total de Angola (UNITA).


Sofrimento Esperançoso

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